Depoimentos da Doutrina do Santo Daime
Luiz Mendes do Nascimento e amigos, em fins dos anos 80, no estado do Acre.
 

 

Luiz Mendes do Nascimento em entrevista cedida a Alex Polari, no final dos anos 80, presumivelmente em 1988, com a presença de Wilson Carneiro e amigos - O vídeo faz parte do acervo do Centro de Documentação e Referência (CEDOC), do sistema de edições do selo Cefluris e da montagem do portal Santo Daime.

O vídeo disponível já começa no meio da entrevista, a partir do que foi transcrito adiante -www.afamiliajuramidam.org.

 

Luiz Mendes do NascimentoLuiz Mendes - (...) O mundo inteiro. Não fica ninguém de fora, abrange nacionalmente e internacionalmente, por todo lado. Agora, muitos entendem que pode monopolizar, porque aprendeu um pouquinho com ele e tal, e coisa e outra, então acha que só funciona se for entre quatro paredes. Não senhor, é pro mundo inteiro... É pro mundo inteiro.

Então, daí é que justamente vem a coragem propriamente dita e a dotação do Padrinho Sebastião Mota de Melo. Inegavelmente, quem quiser negar que negue, e eu não nego, é o homem da condução da história para levar, espalhar no mundo inteiro. Veja bem que até nos Estados Unidos [a doutrina] já funciona, e isso tudo sobre justamente a coragem, a difundição que ele é dotado; isso ninguém pode negar.

Agora, dentro justamente dessa divergência, que não deixou de não haver depois da separação dele, do Mestre, deste mundo material, aí houve as divergências, a começar pelo Sebastião Mota, e ele mesmo sentiu que daquela forma não ia, que ele não podia ter campo, então, ele saiu e fundou por conta própria... A gente diz por contra própria, mas o processo vem lá do alto, não é isso? Bom, mas não ficou só no Sebastião Mota. Aí vêm justamente outros casos, como, por exemplo, o meu.

Bom, a verdade é que o bolo foi repartido e cada um pegou uma fatia. Entre essa partilha eu apareci também na história... Pelo menos uma das mínimas fatias eu peguei. Peguei e segurei também e acabou-se a história. Não vou, como se diz, atrás de história furada. Por que ele mesmo diz lá num dos hinos dele: “Embora que não aprenda muito, aprenda sempre um bocadinho”, não é isso? E, veja bem, o que seria de mim se eu não tivesse aprendido esse bocadinho? O que seria do senhor se não tivesse aprendido ao menos esse bocadinho que ele recomendou? O que seria do seu Alex? O que seria do Sebastião Mota, o que seria, enfim, de todos que aprenderam um bocadinho? Porque hoje é o que está servindo. Este negócio de a gente estar subjulgado por capricho, não.

Agora, dentro disso tudo, ninguém pode fugir e dizer que é responsabilidade de todos, afinal, que procuram congregar... Porque dentro de qualquer congregação tem que ter um testa, né? Isso é publico, é notório, que tem que ter a pessoa que encabeça a história, e a pessoa que encabeça a história, como se diz, é quem sofre mais. Inegavelmente é quem sofre mais, porque compreensão não é buraco. E o Mestre dizia que era o bicho mais ruim que tinha que se lutar era gente. Ele não dizia nem assim, “é o animal”. Ele dizia era “o bicho” mesmo. “O bicho mais ruim de se mudar é o bicho chamado gente.” E é uma verdade mesmo, então...

Agora, tem uma coisa... Que eu não desestimulo. A gente sabe que é sacrificoso, é espinhoso, é até lagrimoso. Em determinados períodos, em determinadas ocasiões, é até lagrimoso, mas lá no final tem um gosto, e esse gosto é adocicado. É isso aí que segura a gente, né? Que estimula a gente, porque o gosto é adocicado mesmo. Como diz no hino do Antônio Gomes, “É doce como mel”. Isso é verdade.

E daí, companheiros, falar a respeito desta doutrina, da doutrina do Mestre Irineu, a gente conversa horas a fio, dias a fio, noites a fio, semanas a fio, meses a fio, anos a fio, se for possível, e não falta assunto e ninguém chega no fim, né? Ninguém chega no fim, porque quando a gente para de conversar, propriamente dito, a conversa em si, aí parte para os hinários, que é outra conversa, só que é cantada, né? Mas se a gente for cantar todos os hinos já que existe desta doutrina, será que a gente tira num mês?
Wilson Carneiro - Não tira, não.
Luiz Mendes - Cantando toda noite, a gente não tira mais, não. Acho que não tira mais, não.
Wilson Carneiro - Não tira, não.
Luiz Mendes - De forma que, Mestre Irineu, ele não se... Eu, bem como o seu Wilson e tantos outros aí, né? Que tiveram a felicidade de pelo menos conviver com ele alguns dias, alguns anos. É felicidade mesmo. Eu não digo nem tanto conhecer, porque nós conhecemos o Mestre muito pouco, principalmente na trajetória dele da vida material.
Agora, nós convivemos um pouco com ele. Mas, mesmo assim, dentro daquela convivência, eu considero ter sido uma felicidade. Agora, sem querer com isso menosprezar os que não tiveram essa felicidade de conhecer na pessoa, na matéria, né? Porque são felizes também os que não tiveram essa oportunidade. Também são felizes. Não conheceram no material, propriamente dito, mas estão conhecendo no espiritual, e a história é espiritualizada mesmo, né? Quer dizer, a gente indo fazer média, porque a gente não pode fazer média dentro deste trabalho, mas, a gente indo fazer... Se houver alguma abertura que a gente possa fazer alguma média, a gente vai perceber por esse mundão afora aí, por toda parte, que existem pessoas aí - isso falando em termos de doutrina -, muito mais evoluídas que não conheceram o Mestre no material do que muitos que conheceram ele. Tem e ninguém pode negar. Tem muita gente boa.

Pois é, rapaz, Mestre Irineu... Eu acho que outro só se nascesse novamente. Porque ele mesmo disse, ou diz, numa das estrofes dos hinos dele, né? “Que encontrar outro irmão com alegria, como ele...” Agora, ele não disse assim, “nunca mais”. Ele disse “talvez”. “Talvez vocês não achem outro irmão com alegria.” Porque é difícil mesmo. Se a gente encontrar, mas é o talvez mesmo, porque é muito difícil encontrar um homem daquela forma.

Hoje, às vezes a gente sente assim certa dificuldade, um domingo, por exemplo, à tarde, procurando até alguém assim para conversar, ou ouvir... Porque o Mestre Irineu era o seguinte, seu Wilson sabe disso, a gente conversava com o Mestre Muito pouco, porque nós não tinha quase o que conversar, era só ouvir mesmo. Agora, [a gente] ouvia o Mestre Irineu incansavelmente, por que não dava nem cansaço. Às vezes eu chegava lá... Acho que assim como aconteceu comigo aconteceu com outros.

Alex Polari

Alex Polari - O senhor lembra assim uma conversação?
Luiz Mendes - Ah, lembro muitas delas.
Alex Polari - Então diga aí, nas palavras mais fieis possíveis.
Luiz Mendes - A conversa do Mestre, qualquer que fosse ela, até mesmo em tom de brincadeira era dizendo a verdade. Era só dizendo a verdade. Até mesmo brincando, porque ele também brincava. Ele tinha as brincadeiras dele, né? Mas olha, mesmo assim, de brincadeira, tudo dele era dizendo a verdade. Às vezes o nego tava merecendo até uma correção. Tinha tropicado por acolá, tinha feito lá alguma coisa errada, né? Ele começava a conversar aqui... Pá, pá, pá... Porque ele tava dando em cima daquilo. Ele só não fazia dizer “era você”. Mas na conversa dele ele passeava e ele estava dando em cima daquilo.

Mas o doutor Alex pediu que eu dissesse alguma coisa assim de algum assunto que eu conversei ou que o Mestre conversou comigo, ou conosco.

A conversa do Mestre, pra mim, a que mais me marcou, foi uma: eu tinha 23 anos. Eu me casei com 22, e com 23 anos eu entrei na sessão. Aí, um dia, ele conversando com uma turma - a sala dele estava cheia de gente -, ele foi e disse que só trabalhava com homem, com satisfação, com homem acima de 40 anos de idade. Ele dava Daime para esse pessoal novo e tal. Era uma obrigação de dar, às vezes até em consideração aos pais, etc. e tal, mas com satisfação mesmo, com homem de 40 anos pra frente.

Aí eu, naquela hora, eu estava sentado lá na ponta do banco e fiquei triste comigo mesmo, né? Ele foi e virou-se assim para mim:

- Luiz? Ficou triste, Luiz?
- É padrinho, confesso ao senhor que fiquei triste, né? Porque você tá dizendo isso aí, fazendo essa afirmação. Eu, agora que eu tenho 23 anos, pra chegar aos 40 que o senhor precisa para trabalhar com homem com satisfação vai demorar muito.


Ele disse:

- Não, Luiz. Não fique triste, não. Não fique triste, não. Feliz das pessoas jovens, assim como você e outros, que tiveram ou estão tendo a felicidade de encontrar um caminho de luz como este. Vocês são felizes também.

Bom, aí me encheu! Aí me agradou, né?

- Mas vamos trabalhar, Luiz. Vamos trabalhar que você chega lá.


Hoje eu cheguei. Já ultrapassei até oito anos. Já tenho 48. Embora não sendo ainda o homem que ele sonha. Porque o homem do Mestre Irineu eu tenho certeza que ainda não sou.

Wilson Carneiro

Wilson Carneiro - Tem 25 anos de serviço.
Luiz Mendes - 25 anos de serviço, é.
Wilson Carneiro - Quer dizer que eu comecei a tomar [Daime] na frente do senhor?
Luiz Mendes - Seu Wilson...
Wilson Carneiro - Eu comecei em 62.
Luiz Mendes - 62 eu acho que foi. Porque em 62 eu me casei, mas eu ainda passei uma temporada depois de casado...
Wilson Carneiro - Tomei Daime a primeira vez em junho de 62.
Luiz Mendes - Mas eu acho que nós somos paralelamente ali, iguais.
Wilson Carneiro - Uma coisa que eu achava muito importante, não sei se o senhor observou, era o assunto dele na mesa. Ele ia para a mesa, o prato dele já vinha prontinho, e ele não dava uma palavra na mesa com ninguém. Você vê que para ele não faltava assunto, né? Mas na mesa ele não dava uma palavra. Eu me sentei muitas e muitas vezes na mesa dele, e ele trazia o prato prontinho, e quando ele acabava de comer... [seu Wilson Carneiro levanta e faz o sinal da cruz, indicando o que o Mestre fazia] (...) e não dava uma palavra na mesa. Prestou atenção?
Luiz Mendes - Prestei.
Wilson Carneiro - Ele não falava na mesa. Não tinha assunto para ele.
Mulher - E aquele hino da refeição? Aquilo é como, é cantado?
Luiz Mendes - É cantado. Agora, a gente que faz pouco caso, mas ele é um hino especializado justamente para a refeição.
Mulher - E o senhor sabe a música dele?
Luiz Mendes - Sei.
Mulher - Cante aí pra gente.
Luiz Mendes - Ele gostava muito de cantar mais quando a gente estava comendo macaxeira. Ele se prendia mais à macaxeira insossa com o chá. Justamente, todo daimista sabe que é a única alimentação que é adequada, que chaga a se adequar mesmo com o trabalho, né? A macaxeira insossa com o chá.
Mulher - Canta ele pra gente, seu Luiz.
Luiz Mendes - Pera aí, deixa ver se eu acerto.
Mulher - Porque a letra esta aqui.
Luiz Mendes - A letra está aí? Dá aí.

[Seu Luiz Mendes canta]

Papai do céu do coração
Que hoje neste dia
Foi quem deu o nosso pão
Graças à mamãe
Graças à mamãe

Mamãe do céu do coração
Que hoje neste dia
É quem dá o nosso pão
Louvado seja Deus
Louvado seja Deus

Papai do céu do coração
Que hoje neste dia
É quem dá o nosso pão
Graças à mamãe
Graças à mamãe

Mamãe do céu do coração
Que hoje neste dia
é quem dá o nosso pão
Louvado seja Deus
Louvado seja Deus

Papai do céu do coração
Que hoje neste dia
é quem dá o nosso pão
Graças à mamãe
Graças à mamãe

Mamãe do céu do coração
Que hoje neste dia
É quem dá o nosso pão
Louvado seja Deus
Louvado seja Deus

Não tendo melhor, vai por aí assim, não é? Está bom? Pois é, mas isso nós absolutamente não nos incriminávamos. Queríamos era louvar muito mais ainda se ele pudesse adotar... Pudesse, não, porque se pode. Agora, o negócio é fazer caso da história. Na hora da refeição se cantar esse hino, porque não pode? Não pode? Não é apropriado?
Alex Polari - Claro.
Luiz Mendes - Aí o seu Wilson falou aí a respeito da hora da refeição, que ele prestou atenção que o Mestre falava pouco ou não falava nada na hora da refeição, né? E eu complemento em dizer o seguinte: dificilmente a gente encontra uma pessoa com tal educação a esse respeito, bem como em todos os ângulos, mas nós estamos falando do negócio de refeição com o Mestre Irineu. O prato dele era feito só uma vez. Quando ele servia, ele servia-se de todos os pratos que tivesse na mesa, mas era uma só vez. Quando não, já o prato dele estava feito pela comadre Peregrina. Mas, então, era aquele. Não tinha esta história de mais um feijãozinho, mais um arrozinho, mais um... Era uma sentada só (rindo). Era assim, né? É outra lembrança que eu tenho.

Eu nunca vi ele reformar o prato. Agora, sempre era um prato... Não vou dizer que fosse exagerado. Era normal, né? Um prato assim fundo, bem calculado, mas era só aquilo ali... Pá, pá, pá e acabou-se. E era ligeiro, né? A refeição dele era ligeira. Quando a gente estava ali se aprontando, tava no meio da metade, ele já tinha terminado.
Alex Polari – mais alguma conversação que o senhor se lembre assim? Alguma coisa que ele dissesse mais sobre este tempo que nós estamos passando hoje? Assim, desta virada de século que nós estamos esperando? De século, não. De milênio, né?
Luiz Mendes – De milênio.
Alex Polari – O senhor lembra alguma coisa assim que ele falasse mesmo?
Luiz Mendes – Ele falava muito.
Alex Polari – Da missão dele, do povo do Daime?
Luiz Mendes – Isso o senhor pergunta em termos assim de profetizar, né? Dizer alguma coisa do que poderia acontecer. É, isso tanto ele falava espiritualmente, e fala ainda, como materialmente falando ele prevenia a gente. Então dizia ele que nós iríamos ver muita coisa. Muita coisa. Essa muita coisa que ele se prendia eram coisas desagradáveis mesmo. Nós iríamos ver muita coisa. Visse e não se admirasse, porque ainda tem mais coisa. Ainda tinha mais coisa. “Visse e não se admirasse.”

Justamente, no decorrer desses dezessete anos já que ele faleceu, a gente tem visto muita coisa, e a tendência é a gente ver mais coisa ainda, porque a história não tá de brincadeira, não. Aí a gente começa a querer atribuir culpabilidade à (a), (b) ou (c) pelo que tá acontecendo, mas eu acho que a culpa é de todos nós. E tudo procede de Deus. Não há nenhum acontecimento, qualquer que seja ele, que seja por acaso. É porque tem que acontecer mesmo. É, tem que acontecer mesmo, não é? Não tem nenhum acontecimento, qualquer que seja ele, agradável ou desagradável. Só acontece porque é Deus quem consente. Se ele não consentir, não acontece. Se nem um fio de cabelo cai da sua cabeça sem o consentimento dele, o que é que significa um fio de cabelo no nosso couro cabeludo cair, mas esse mesmo só cai se o Pai consentir? Né? Então, tudo procede Dele.

E a história se centraliza mais em cima desta afirmação: “Meus irmãos, vamos se firmar.” Meus irmãos vamos se afirmar. Agora, ele tirando do engano, né? Sempre tirando do engano. É quando ele dizia também para nós, em forma de encorajar e estimular: “Vocês vão sofrer, vocês do Daime. Vão sofrer. Agora, vão sofrer menos, mas sofrem também. Se unam e vamos trabalhar.” Agora, essa união é que é buraco.
Wilson Carneiro – Eu ouvi ele dizer: “Feliz de quem tomar ao menos um golezinho de Daime.” Você escutou isso, né?
Luiz Mendes – É, feliz de quem tomar ao menos... É. Isso foi uma conferência que ele teve com a Rainha. Lá entre outras, a Rainha disse para ele: “Olha, meu filho. Feliz daquele que pelo menos molhar a língua com essa bebida. Será muito feliz” Agora, é preciso a gente entender uma coisa, seu Wilson e os senhores que estão aí ouvindo – o Mestre ele falava também, como em toda história da maestria, né, por parábolas. Deixava justamente conosco para a gente poder estudar. Esta daí é uma das tais: “Feliz das pessoas que pelo menos molha a língua com essa Santa Bebida.”

Mas não fica só nisso, não. Porque, pelo menos a gente jogando a coisa pra gente mesmo... Por exemplo, eu jogo pra mim, não jogo pra cima de ninguém. Se eu for juntar todo o Daime que já tomei em 24 anos, eu já tomei eu acho um camburão* daquele de Daime, no mínimo. Juntando todo o Daime que eu já tomei. Eu acho que já, não é possível. 25 anos, 24? Eu já tomei um camburão* de Daime daquele. Então essa felicidade já está transbordando, porque eu já tomei muito Daime. Mas não é isso, não. Tomar Daime e fazer o que a coisa manda. Pelo menos ir caprichando, pelo menos ir acerando. Quer dizer, poxa vida, se fosse assim, se a coisa se concentrasse só nisso aí, eu tomo Daime uma vez e então pronto, já é... A coisa já é minha mesmo, eu não vou mais lá. Mas não é só tomar. É tomar e caprichar para poder ser. O senhor concorda?

*Camburão - barril ou vaso, ger. não muito fundo, para transporte de líquidos [dicionário Houaiss]

Wilson Carneiro – Concordo.
Luiz Mendes – É, porque assim, poxa vida, é uma beleza, né? Eu já tomei Daime uma vez. Vamos dizer que tenha, que exista algum significado simplesmente porque molhou a língua. Eu acho que já dever ter um advogado ou uma advogada bem poderosa do lado dele, mas não é só isso aí não. É trabalhar, é desenvolver a sua missão, porque todos nós... A gente às vezes quer, como se diz, notar daqui, dali, dacolá, querer qualificar... Tá certo, tem as pessoas mais responsabilizadas, isso a gente não pode negar, mas, no final da história, todas são responsabilizadas. Tudo tem que encarar com responsabilidade.

É como: “Ah, mas eu não tenho cargo.” Tem, todos nós temos nossos cargos, nossos encargos. E são missionários. Agora, tem que aprender pra poder ensinar. Isso aí é claro. Como é que eu vou ensinar sem aprender? Mas, para ser legítimo, o que diz ele? “É pra se doutrinar.” Começar da sua família logo, se o senhor tem. Tem que ensinar. É o Cipriano que tem um hino que diz: “Nós sabendo aprender nós também vamos ensinar.” Agora, tem que saber aprender. E os ensinamentos não são para todos? Não fica ninguém de fora.

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