O Fardamento
Na Doutrina espiritualista de Raimundo Irineu Serra

 
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Sobre a existência ou não de ritual de fardamento

Sim, a cerimônia acontecia antes de começar o trabalho. O Mestre dava as instruções de como se comportava um fardado e em seguida chamava um por um para colocar a estrela no peito. As vezes, quando era muita gente, ele convocava outros fardados para também colocar as estrelas nos novos fardados. Eles já começavam o trabalho fardados...

Daniel Acelino Serra - www.afamiliajuramidam.org

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"O irmão, se estivesse na hora, punha a farda e a estrela e ia bailar, não sabe?"

Percília Matos da Silva - www.juramidam.jor.br

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– Como o Mestre fazia quando alguém queria se fardar?
– Ele explicava que era uma responsabilidade. "Para que a pessoa queria?", porque até para tomar daime o Mestre dizia: "Para que tu queres tomar daime, tu sabes o que é daime?" Até "assustava a pessoa". Ele dizia: "olhe, tu vais te meter num negócio muito sério e é isso que tu queres?, é muita responsabilidade". É como se fardar, não é qualquer pessoa. Às vezes ele dizia: "Dê um tempo, tu tens que conhecer o serviço melhor, saber se vale a pena". Ele não gostava de nada forçado, de jeito nenhum. Tinha de ser por amor… Dizer "você tem de se fardar, para ficar aqui", negativo!, nunca vi ele fazer isso. Teve gente que acho que viveu lá a vida todinha e nunca se fardou. Às vezes, tinha alguém que ele achava que podia dar alguma coisa e ele dizia: "Olhe, tu estás bom de se fardar", mas tinha vezes que era melhor ficar lá sem farda, mesmo.


Daniel Acelino Serra - www.juramidam.jor.br

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Quando eu cheguei em Rio Branco, no dia 14 fevereiro de 1957, eram poucos os fardados; quando juntava trinta fardados era muito. Depois de um tempo, me deu vontade de me fardar, mas ele, o Mestre, achou que não era tempo, e quando chegasse a hora ele me avisava. Dois anos depois eu me fardei. Nesta época só se fardava em duas datas, Dia de São João (dia 24/6) e Dia de Nossa Senhora da Conceição (8/12) e sempre fardava mais de uma pessoa. Os que queriam se fardar tinha que esperar essas datas. O maracá, que foi o primeiro instrumento que ele recebeu da Rainha, era o seguinte, tinha ensaio para as pessoas que queriam aprender. Tem gente que quer tirar o maracá dos trabalhos, isso está errado.

O Mestre de vez em quando ensinava também os passos do bailado. Estes ensaios eram sem farda. No fardamento ele dava a instrução, falava que o pessoal fardado tinha que formar corrente sempre com os pensamentos positivos. Aquele que caprichasse mais, passava para a fila da frente. Virava logo pessoa de apoio, independe de antiguidade.

Falava também como se comportava o fardado no dia-a-dia. Tem que ter um comportamento de respeito e amor com os irmãos. Foi assim que o Mestre começou. Depois é que veio a farda oficial, não lembro a data. O primeiro hino da farda oficial foi o dele. Nesta época tinha poucos Hinários. Só quem tinha era o Germano Guilherme, João Pereira, Maria Damião, Antônio Gomes e depois mais outras pessoas como Raimundo Gomes. Depois desta datas começaram aparecer mais Hinos.

Sim, a cerimônia acontecia antes de começar o trabalho. O Mestre dava as instruções de como se comportava um fardado e em seguida chamava um por um para colocar a estrela no peito. As vezes, quando era muita gente, ele convocava outros fardados para também colocar as estrelas nos novos fardados. Eles já começavam o trabalho fardados...


Daniel Acelino Serra - www.afamiliajuramidam.org

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A mesa de trabalhos do Mestre