João
Pedro
Dizem
que nos finais dos trabalhos, quando todos estavam fora de forma
e o batalhão já dispensado, ele ficava na mesa cantando
os seus hinos, pois não tinha muita oportunidade de fazer
um trabalho com o seu hinário...
(email
enviado pelo irmão Jaime Wanner)
- Sobre João Pedro, sei o que me informou o irmão
Alfredo, marido da Rosana Pereira, que inclusive, em homenagem
ao dono do hinário, batizou seu filho caçula com
o mesmo nome, e também o relato do Eduardo Bayer, além
de algumas informações recolhidas em antigos e-mails
de outros irmãos.
Primeiro, as palavras de Alfredo:
João Pedro era amigo do mestre Irineu, era um Senhor
da raça negra, como nosso irmão Germano Guilherme,
uma pessoa muito doente e, seu hinário é o próprio
processo de cura do irmão. João Pedro convivia com
o irmão Leôncio Gomes. Esse hinário foi recuperado
pelo pessoal do Rio Branco, dentro os quais o irmão Eduardo
Bayer Neto.
O hinário tem o nome “O Menino Jesus”, e o arquivo
digitado que corre pela internet foi Alfredo que digitou e corrigiu
de acordo com o trabalho elaborado na época, e que possui
uma gravação realizada em Votorantim-SP, onde participaram
o WASHINGTON, neto do Padrinho Wilson, Janaína, sua esposa,
Luis Gurgel e o Carlos Flora. Tenho ainda outras oito gravações
diferentes do mesmo hinário, incluindo uma apenas instrumental.
Esse hinário é uma das pérolas do Santo Daime
e é diferente musicalmente da maioria dos hinários,
normalmente utilizado para trabalhos de cura, é sem sombra
de dúvida uma primozia."
***
O
Relato de Eduardo:
João Pedro vivia em casa do Presidente Leôncio
Gomes, como um agregado da família Gomes, sem uma família
própria, e poderia passar despercebido como um simples
'peão de colônia', já que o seu destaque não
se dava por demonstrações exteriores e sim por seu
devotamento aos ensinos do Mestre Juramidam. Acredito que a grande
maioria de nós passasse por ele sem lhe dar atenção,
interessados apenas em fazer conhecimento com pessoas de maior
prestígio...
Em geral acho a gravação, como foi estudada no Cefluris,
bastante correta, com alguma ressalva apenas no andamento e frases
melódicas ímpares do hino 2, “Eu andava no
escuro...”
Quem conseguiu recuperar esse hinário para o Padrinho Wilson
(e o Francisco Corrente) que muito ansiavam por ele na verdade
foi a Profa. Geovânia Correia Barros Cunha, socióloga
maranhense que trabalhava comigo na Fundação Cultural.
Parece que o João Pedro quis deixar seu hinário
sob a guarda da irmã da Madrinha Peregrina, a Dona Heloísa,
mas esta o recusou por já ser guardiã do hinário
do “Cachoeira”. Daí ninguém sabia ao certo quem
o guardava, até que a Geovânia o localizou com Dona
Maria Nunes, uma professora que vivia na Estrada de Porto Acre
e que apesar de não freqüentar muito (pela idade)
era fardada da antiga sede do Mestre.
Pois bem, para nossa surpresa, Dona Maria era irmã da Daíde
da Madrinha Rita, e da Dona Raíf esposa do Janjão
e vizinha do Padrinho Wilson!
Quando começamos a instruir esse hinário, ouvi da
finada Hortênsia, filha de seu Leôncio Gomes e braço
direito da Madrinha Peregrina, o comentário de que esse
hinário fazia muita falta, e se lembrava dele com saudade
embora tivesse apenas guardado bem gravado na memória o
hino Relógio de Luz.
***
Segundo Luis Paulino, João Pedro era solteiro e sofria
de elefantiase, seu hinário não foi zelado pela
sua família que virou evangélica.
***
Segundo Aloísio Martins:
Dizem também que nos finais dos trabalhos, quando
todos estavam fora de forma e o batalhão já dispensado,
ele ficava na mesa cantando os seus hinos, pois não tinha
muita oportunidade de fazer um trabalho com o seu hinário...
Dizem também que a história do João Pedro
foi uma das mais bonitas que houve na doutrina do Santo Daime,
conseguindo assim a Cura... Tenho uma foto dele, e assim que eu
me organizar vou enviá-la para vocês...
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João Almeida Jr. diz:
É
importante ressaltar o auto-conhecimento conturbado que o irmão
João Pedro sofreu. Carregou juntamente com o nosso Mestre-Império
Juramidam, apesar de praticamente calado, o grande fardo de Príncipe
Imperial; filho da Rainha da Floresta. como o Bom Mestre Irineu.
Dentre a cura do seu pé (que pra mim era “pé
de bode”...) e a salvação, ele respondeu à
Virgem Mãe que preferia a Salvação.
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