Maria Brilhante
Não tem caminho que eu não ande / E nem tem rio que eu não atravesse / E nem tem pau que eu não arranque / E nem tem pedras que eu não quebre...
 

Texto editado de www.hinarios.blogspot.com

Maria Brilhante é a esposa do Padrinho Eduardo Salles Freitas, havendo se iniciado na Doutrina do Mestre Irineu a partir dos anos 60 quando alguns moradores da Colônia Cinco Mil, liderados por Sebastião Mota de Melo, ingressaram nas fileiras da Rainha da Floresta no Alto Santo. O hinário da Madrinha Maria Brilhante é cantado oficialmente no Céu do Mapiá na abertura do festival de junho, na véspera de Santo Antônio (data em que em sua época o hinário do Padrinho Sebastião era cantado no CICLU).

O motivo do hinário de uma seguidora ter se tornado parte do calendário oficial de um centro como o Cefluris decorreu dela ter feito assim, quando a comunidade estava assentada no Seringal Rio do Ouro, promessa pela cura do filho primogênito do Padrinho Sebastião, que fora acometido por grave infecção. Se o Valdete fosse curado e se restabelecesse, os hinos de Dona Maria seriam cantados na véspera do Santo Antônio. Valdete foi curado, é o nosso Padrinho Valdete, e o hinário cantado de farda branca é de cura e se intitula “Estrela Brilhante”.

Os hinos desse hinário descrevem toda a história do CEFLURIS desde sua fundação até os dias de hoje. Ainda incluem, entremeados com os hinos originais, os hinos presenteados. Há, portanto, hinos recebidos por Dona Maria e hinos que a ela foram presenteados por membros da irmandade. Esse costume de “presentear” hinos surgiu no Cefluris a partir dos anos 80, e representaria mais que uma simples dedicatória: seria um compromisso do “presenteado” em manter “aguadas” as suas flores. A gravação data de 1992, quando pela primeira vez a igreja da Colônia Cinco Mil, o CEFLUWCS, apresentou o hinário de Dona Maria Brilhante nesse dia, já que as noras do Padrinho Wilson Carneiro, Graça e Neucilene, comprometeram-se de estudá-lo para apresentar condignamente.