Raimundo Gomes
Um dos primeiros discípulos do Mestre.
 

 

Texto editado de www.hinarios.blogspot.com

Raimundo Gomes da Silva, filho de um dos principais discípulos do Mestre Irineu, já possuía dez hinos em seu caderno de hinário quando a irmandade se mudou para o “Alto da Santa Cruz”, hoje o Alto Santo, no bairro Irineu Serra, em Rio Branco, capital do Acre. Sebastião Jaccoud, que o venerava como tendo sido nesse mundo a reencarnação de João Batista, assim o descreve em sua obra “O Terceiro Testamento - Um Fato para a História” (aqui transcrito a partir do site MestreIrineu.org):

“Dentre os discípulos Raimundo Gomes foi o que mais se destacou em humildade e lealdade ao Mestre Irineu. É o único que recebeu um hinário, O Ramalho, com a mesma quantidade de hinos do Cruzeiro. Raimundo Gomes era um homem miúdo, de aproximadamente 1,60m, mas cuja estatura espiritual lhe assegurou forças suficientes para amealhar os mais avançados estudos sobre a Doutrina de Jesus Cristo e sobre o significado da missão do Mestre Irineu.

Raimundo nasceu em Castanhal, no Pará, e durante muitos anos foi seringueiro. Nunca freqüentou escola e não conseguia sequer assinar o nome. O hinário O Ramalho é uma das obras mais aprofundadas e esclarecedoras sobre o cristianismo. O fato de ser analfabeto não impedia que Raimundo Gomes fosse fluente na leitura na espiritualidade.

O seringueiro Raimundo Gomes da Silva, que conhecia os mistérios da cabala, foi um exemplo vivo de humildade e convicção da missão que Deus lhe destinou para cumprir junto com Raimundo Irineu Serra. De vida desprendida, a grande lição que nos deixou foi a da humildade diante do próximo e do poder de Deus. 'Nós devemos ser só o que nós somos', costumava dizer, citando um dos hinos que recebeu”.

Raimundo Gomes desencarnou No dia 27 de julho de 1986, aos 69 anos.

Havendo sido o primeiro hinário a citar a chamada Linha de Arroxim (em seus hinos 02 e 41), “O Ramalho” foi cantado por muitos anos na residência de Wilson Carneiro de Souza, quando este pertencia ao Alto Santo, na ocasião do festejo de seu aniversário (18 de julho), quando Raimundo Gomes comparecia com sua equipe de músicos. Quando Wilson Carneiro e Sebastião Mota se desligaram do Alto Santo para criar o Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal) na Colônia Cinco Mil, esse hinário deixou de ser cantado por eles, à exceção do hino 41 que era utilizado nos trabalhos de cura chamando o beija-flor curador do Astral. Continuou entretanto exercendo sua influência histórica em hinários como os de Francisco Corrente e Alfredo Gregório, onde se podem encontrar reminiscências melódicas suas.

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