Entrevista com Valcírio Serra
Acervo da Fundação Cultural do Estado do Acre

 

Nota: devido a revista virtual "Arca da união" ter saído do ar, o relativo texto estará a disposição no site A Família Juramidam até que ele seja disponibilizado em pdf pela própria equipe da Arca.
 


Em seus primeiros anos como aiuasqueiro em Brasiléia, então "Brazília", no Alto Rio Acre, próximo às fronteiras boliviana e peruana, Irineu Serra teve a sua primeira esposa, Emília Rosa de Amorim, e um casal de filhos: o Sr. Valcírio, que temos a felicidade de apresentar nesta entrevista, e a menina Valsidrina, que faleceu com um ano e oito mêses.

Por motivos que só a ele pertenciam separou-se dessa primeira família em 1921 e nove anos mais tarde veio a Rio Branco estabelecer a Doutrina que recebera da Virgem Rainha da Floresta. O Mestre Irineu reencontrou o filho primogênito apenas em 1970, poucos meses antes de falecer, tomando então conhecimento concreto de seus netos e bisnetos acreanos.

Em 1991 encontramos seu filho Valcírio casado com Dona Cecília Gomes, a "Dona Preta" (filha de Antônio Gomes e viúva de Germano Guilherme, dois baluartes do começo da Doutrina), vivendo em Rio Branco próximo ao Igarapé São Francisco, na tranqüilidade de um bonito trecho de mata herdado de seu pai, onde tinha seu roçado e sua criação, e este nos recebeu com a paz e a alegria de nos narrar suas palavras para legar-nos mais um entendimento da presença viva do Rei Juramidam.

(Abreviaremos o nome do entrevistado como VS, DP para Dona Preta, e EB para o entrevistador).

EB: O senhor nasceu em que ano?
VS: Eu nasci em 1918.
EB: Dezoito... Então, o Mestre conheceu em 1912 o Sr. Antônio Costa? Ele era negro também, o Sr. Antônio Costa?
VS: Era negro também, era...
EB: Aí já existia o Centro?
VS: Aí eles formaram. Aí foi intermédio... eles já tinham algo reproduzido, lá pelo Peru, eles mesmos já trabalhavam - quer dizer, estavam começando, por intermédio dos índios, né... Entonces lá por intermédio desses índios, lá eles estiveram trabalhando e... trabalhavam com os índios peruanos, né... Por lá eles começaram a trabalhar. Depois ele procurou saber - esse trabalho é pra tudo no mundo... é pra tudo no mundo. Do jeito que o camarada fizer. Agora, aconteceu que ele procurou trazer para o país, para a terra dele: se caso fosse coisa de proveito, ele foi pesquisar - ele foi lutar, pesquisar, trabalhar, pesquisar se ele podia, se caso fosse coisa de proveito ele trazia para o país dele, para trabalhar pelo beneficiamento. Aí ele pediu o que queria. Mas aí tem sempre uma dificuldade, porque esses trabalhos é preciso a pessoa ter muita precaução, porque eles não são efetivamente trabalhos para correr dinheiro, são trabalhos de beneficiamento. Para quem quer correr dinheiro tudo torna-se fácil, né, o camarada levanta aqui, cai acolá, pega de outro, pega de outro, cai, e vai se levando sempre... E ele procurou para o beneficiamento próprio da pessoa, para o Astral, para a espiritualidade. Então ele encontrou. Entonces ele procurou esse trabalho para a espiritualidade, e teve oportunidade de alcançar. Então saiu da linha dos outros, porque uns trabalham para procurar o Mestre, outros trabalham para caçada, outros para negócio, outros para ser herdeiros de umas coisas ou d´outras; enfim, como se diz, isso é infinito, né, infinitamente para tudo. Ele escolheu esses trabalhos para o beneficiamento do corpo para a espiritualidade, para a cura, para beneficiar... fazer a caridade, e que pertencesse à parte divina. Entonces ele foi, trabalhou para este fim até que chegou dele concluir, entonces nessa parte dele concluir esse trabalho é que está esses grandes hinos que vêm saindo desta casa, desta plantação... dessa fundação, desse trabalho que ele fundou aqui. Entonces ele encontrou, depois de muita luta, ele encontrou essa facilidade - bem entendido, pra nós, facilidade pra nós - de curar doenças difíceis, de fazer benefícios, de o camarada chegar doente de não ter mais jeito, já estar desenganado dos médicos, e chega aqui fica bom... Tem pessoas aí que a gente conhece e estão vivendo, trabalhando, e vieram aqui em busca de um trabalho para melhorar, porque o senhor sabe, a gente estar doente é como a gente estar com sêde... Você chega num lugar, olha assim, lá está uma casa - olha pr´um canto, olha pro outro, com certeza deve ter água: você tem sêde, a sêde é uma das maiores coisas que nos acocha, que nós entregamos tudo para beber água. Então você bebe uma saúde, você está doente e bebe um Daime e fica bom. Mesmo a fome você tolera, mas a sêde não, se ali tem água, você tem sêde, vai beber água. Esse Mestre também, é a sêde dele fazer benefício pela humanidade. A maior sêde dele é fazer a caridade, é fazer o bem, com o quê nós podemos conhecer, com quê que nós possa nos enxergar, o que é bom - fazer o bem e não fazer o mal...
EB: Transformar a nossa vida...
VS: Transformar a nossa vida, pra ele é uma satisfação, ele se sente satisfeito, ele se sente alegre em que todos estão reunidos, unidos trabalhando em benefício uns dos outros, ele se sente satisfeito. Aliás, pode fazer até um ar de sorriso, de alegre ou de contente, porque encontra pessoas fazendo um benefício uns aos outros, quer dizer, que nessa parte aí ele intervém... A doença, com a doença nós sabemos se humilhar, só com a saúde ninguém há de se humilhar, todo mundo é empolgado, cada qual mais imperioso, tá com a saúde, com dinheiro, com tudo, com um montão, não falta nada - tá lá ligando pra ninguém, nem pra agregado, nem pra cego, nem pra gente: "deixe pra lá"... Então essa parte o camarada sente, ele se compromete de cumprir com certas obrigações, até de se intervir, fazer tratamento: "de caso algum dia eu alcançar ficar bom, eu prometo ajudar o Mestre a trabalhar". Então é só essa a ansiedade, e o Mestre se acha satisfeito, entonces por quê, nós já apanhamos... A gente apanha, quando a gente apanha é por causa daquilo, porque não liga importância. Às vezes tem uma saúde estrondosa, que não sabe o que é doença, de repente a gente critica daquele - "Ah, esse mesmo é mole", e quando chega pra ele, é como eu te falei, é sêde, quando a gente tem sêde, pede: "O senhor tem água aí? Me dê um pouco d'água", e fica satisfeito porque bebeu água. É justamente quando a gente está doente e toma um medicamento, e passa todas as dores e pode levantar, erguer o pescoço, pode se erguer, levantar, senta-se, respira bem, olha pr´um lado e olha pro outro e: "Graças a Deus, melhorei!" Assim, sucessivamente, foi várias pessoas dessa natureza que chegaram nessa casa, estão aí! Eles estão aí... Estão justamente por intermédio dessa fraqueza, dessa doença, não vem necessariamente por gosto, por sua vontade dizendo: "Eu vou pra lá trabalhar". Vem obrigado, por necessidade, mas se tem saúde "lá eu não vou não, quero saber nada com água de cipó de ninguém, não quero macumba de folha de cipó, eu não vou nada, quero saber nada dessa gororoba, isso é lá coisa de Deus?! prefiro tomar uma cerveja, um vinho, tomar uma coisa gostosa, mas tomar uma gororoba daquelas..." E pela necessidade ele vem pra "essa gororoba", se sente aliviado do que ele sentia e ainda louvando, ao que o nome não quer mais saber que o nome é "gororoba", né?
EB: Aprender a respeitar, né?
VS: Aprender a respeitar, assim como a gente. A falta de respeito, o senhor sabe, é uma das maiores coisas que nos atrasa, pode ser pequeno, pode ser ancião: a gente sabendo respeitar, o ancião já fica satisfeito, o ancião já tendo 80, 90, 100 anos, você trata ele bem, ele já olha pra gente e diz: "Mas quem é esse garoto, quem é esse rapaz, quem é esse senhor, quem é esse menino?" Daí tratou ele bem, né? Porque se não souber tratar ele, já diz: "Quem é esse caboclinho assim tão adiantado, tão apresentadozinho?" Sim, que o respeito cabe em todo lugar, é de grande a pequeno, assim é que o Mestre pede, por dentro dessa água desse cipó que nós tomamos, ele nos pede que nós seja amoroso, que sejamos carinhoso, caridoso, que a gente se transforme em pessoas mais dignas, mais humildes, mais conceituados, deixe umas certas coisas que às vezes as pessoas perdem muito... Nós temos muitas pessoas "formado", mas formado em todos os estudos, mas há ocasiões que às vezes a pessoa é formado mas é rebelde, porque ele não tem condolência daquele menor, porque ele não sabe o que é, não sabe o que é dificuldade, ele não sabe o que é pobreza, nasceu no auge da riqueza, da fortuna, daqueles maiores confortos, ele não sabe o que é dificuldade, de forma alguma, quando fala em dificuldade, "ah, isso é aqueles maribundos". Aí sucessivamente, "sai pra lá!", não quer nem saber disso, não quer nem tomar conhecimento, e os outros que procurar tomar um conhecimento, não é, vai alcançar, vai ver que tem Doutrina, vai ver que ele também pertence à família, que os "maribundos" também pertencem à família, são materialistas também que pertencem à família. Então ele vai - às vezes numa quantidade de mil, duas, três mil pessoas, tem um, dois, três condolentes. "Mas rapaz, você deixa de viver bem pra dar valor a esses caras, é demais!" Mas assim era Jesus Cristo, Jesus Cristo não andava no meio daquele povo grande, saía por fora fazendo aquela romaria e aquele povo acompanhava Ele. "E o que é que esse homem come, o que é que esse homem não tem bagagem, não tem morada, o que é que faz que não tem casa, não tem moradia, anda assim parece que não tem lugar certo". Aí foi aquele que disse assim: "O que é que se faz para um homem ganhar a salvação?" - "Distribui o que tens e segue-me". Ele olhou pr´um lado, olhou pro outro, disse: "Vou deixar de estar sentado aqui que me serviram um café, me serviram a comida, e me serviram bem tudo nas minhas mãos, e vou andar atrás de um homem desses que não tem lugar certo pra dormir, não sabe nem onde vai comer, anda pelo mundo sem nada, parece que não tem nem roupa, não tem onde caia, nada? ..."
EB: O jovem rico, né?
VS: É, o jovem rico. Aí Ele respondeu que era mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha de que um rico se salvar. Aí ficaram naquela empulhação assim, ficaram empulhados, porque um camelo passar por uma agulha e um rico não se salvar... Porque a salvação, ela nasce da caridade, ela nasce do amor, nasce do sofrimento. Amor não é - por isso que eu considero o Amor! - ah, o sujeito abraçar, beijar, aquele negócio todo, aquela manipulação toda, aquela cortesia que existe, não é aquele o Amor. O Amor parte é da caridade, e do sofrimento também! Porque, vive querendo incluir nessa missão, você procurando conhecer: bonito procurar conhecer, mas raramente. Sempre o senhor anda como uma espécie de andarilho, né, daqui pra acolá, o senhor com sua maletinha nas costas, sua sacolinha, procurando, tendo conhecimento de um e do outro, para obter aquele conhecimento: se hoje o senhor tivesse oportunidade de alcançar o Mestre aqui, o senhor teria uma grande satisfação na sua vida, mas já inteirou vinte anos que ele saiu, é, vinte anos que ele saiu. Mas ele disse pra nós: "Eu sou o Daime, e o Daime é eu". Primeiramente ele disse: "Eu sou o Jagube, e o Jagube é eu". "Eu sou o Daime, e o Daime é eu, e quando quiser conversar comigo, se reúnam, se unam, tomem um Daime e eu estarei ao lado de vocês". Isso é muito fácil do senhor aprender.
EB: Chamando ele vem...
VS: É, dependendo do senhor, né? Se o senhor se prestar a esse trabalho, ter seu comportamento, sua dieta, porque sempre ele vem. Ele sofreu muito para aprender, pra trabalhar, pra deixar pra nós. Entonces dentro desse período de trabalho que o senhor tá fazendo, pesquisando, procurando compreender esse trabalho, não é difícil não. O mais difícil é o senhor chegar. O senhor já chegou, você está aqui há quatro anos... Já tá quase carinhoso dentro de casa, tá dependendo do senhor pegar o livro - o senhor pega "O Cruzeiro" e se segure por ele, e preste atenção, e tem os outros companheiros que estão encostados: Germano, Antônio Gomes, João Pereira, Maria Damião, Raimundo Gomes, todos eles estão prestando, estão ajudando, estão confirmando as palavras que ele falou lá atrás no "Cruzeiro". Eles estão confirmando, aqui e acolá eles estão... são os apóstolos que vão chegando e vão ajudando ele a trabalhar. Ele é quem dá ocorrência pra eles, apenas eu, o senhor, outro qualquer, somos os mensageiros. Nós somos, assim agindo, um monitor: ele me diz, eu recebo, aqui eu falo e transmito os hinários, os hinários para o senhor, para todos ouvirem. Ele quem mandou, ele quem me deu. Falo aqui, transmito, o senhor aprende, depois vai procurar saber onde eu passei também, vai prestar atenção naquelas palavras que foram explicadas.
EB: Cada um vai tocar no seu coração...
VS: Pra cada um, um monitor desses, ele dá uma instrução, uma lição: dá uma lição pra um, uma lição pra outro, e cada qual vai prestar o seu serviço. Aí nós estamos aqui para ouvir. Ouvir e procurar, procurar como mentalizar aquele trabalho, como foi que aquele irmão recebeu, o que é que quer dizer aquelas palavras. Você tá explicando, como ele diz nos hinos novos, que TODOS QUEREM SER IRMÃOS MAS NÃO TÊM A LEALDADE. Não é? TODOS QUEREM SER IRMÃOS MAS NÃO TÊM A LEALDADE - justamente ele falou com nós, sobre nós. TODOS - quer dizer que ele não dispensou ninguém, ele incluiu todos nós que estamos na ativa. TODOS QUEREM SER IRMÃOS MAS NÃO TÊM A LEALDADE, porque se eu faço um serviço de um lado, já do outro eu encontro dificuldade. Ou por conveniência ou por inconveniência, ou porque queira ou porque não queira...
EB: Todo mundo tem suas falhas, né?
VS: Já são as falhas. TODOS QUEREM SER IRMÃOS MAS NÃO TÊM A LEALDADE. Isso ele falou, e disse... E as palavras dele é muito difícil de voltar pra outro retificar, ele mesmo é quem tem que dizer.
EB: Aí o senhor, tomou Daime quando era criança com ele ou o senhor veio tomar Daime mais tarde?
VS: Eu vim tomar Daime de 70 pra cá. Quando eu fui criança apenas eu fui batizado.
EB: Batizado com o Daime ou na Igreja?
VS: Fui batizado com o Daime e depois fui batizado na Igreja com os padres. Foi quando ele se ausentou, trabalhando daqui pra acolá. Eu vim pra casa dele, quando eu cheguei na casa dele eu tinha cinqüenta e três anos.
EB: A mãe do senhor faleceu o senhor tinha quantos anos?
VS: Minha mãe faleceu eu tinha vinte e sete anos.
EB: Quer dizer que o senhor ficou sendo criado com a família dela, foi?
VS: Com ela.
EB: O senhor disse que teve mais uma irmã, né?
VS: Mais uma irmã. A irmã morreu, com um ano e oito meses. E eu como mais bobo fiquei, né... pra sofrer! Ela viu a coisa pesada e disse: "Eu vou-me é embora". É isso mesmo, a gente não tem que esmorecer não... Essa viagem é comprida. Nós temos é que enfrentar com coragem, com naturalidade. Porque é bonito. O senhor saiu pra essa missão pra trabalhar... Você tem que andar, né, tem que trabalhar, alegre e satisfeito com um e com o outro... Aqui e acolá a gente vai passando umas em cheio, outras em vão... Faz que nem uns mandins num samburá, que cuidado para não esporar num espinho, nunca o senhor vai encontrar aquela lealdade, aquelas coisas, não. Ele fala o seguinte: "A gente tem oportunidade: nós tomamos o Daime ele nos mostra, ele nos mostra as pessoas". Aí você vai conhecer aquela pessoa, você vai ter cuidado com aquela pessoa, você vai tratar aquela pessoa bem, tudo o mais, mas vai ter cuidado, porque o mundo é de provação, o mundo é de ilusão. O mundo só dá umas coisas que está aparecendo: o sujeito fica num desespero... O senhor fica meio de lado numa ocasião assim. O senhor chega numa festa, o senhor fica assim de lado, pesquisando: se não quiser dar ouvido muito, tapa os ouvidos e fica só olhando - "parece que esse povo tá tudo doido". Você não tá ouvindo nada, né, só vê o movimento: parece que o povo tá tudo doido, uns tá meio pra baixo, uns dizem uma coisa, uns dizem outra, uns fazem uma coisa, uns fazem outra, e assim sucessivamente é a humanidade. Ninguém vai poder consertar não. É pra gente aprender pra poder se desviar dos tocos. Vai desviando dos tocos... Os tocos somos nós mesmos. Os espinhos somos nós mesmos.
DP: Os cães somos nós mesmos...
VS: Os inimigos somos nós mesmos, uns dos outros. Sempre dentro da própria família, de pai, mãe e dos filhos, entre os seus próprios irmãos você encontra pessoas diferentes, você quer uma coisa ele não combina. Ele não combina, não quer, não aceita conselho, só encontra rebeldia. "Não faça isso!" - "Eu faço, o que é que você tem com isso? Ah, até você também, tá se metendo na minha vida? Não, você tá ficando é doido, é pra ser, esse mundo é nosso!" De fato, esse mundo é nosso mesmo, mas nós vivemos no fim do mundo. Por quê no fim do mundo? O mundo é redondo, né? Aonde terminou a Terra, pra cima é o Astral. Nós antes vivemos na superfície da Terra. O mundo é redondo, nós vivemos em cima do mundo, alastrados em cima do mundo. Nós já estamos no fim. Seu lugar é fim do mundo, começo do mundo, em todo canto é... Daqui pra cima não tem mais Terra. E a Terra é aqui no plano, o salão dourado, do nosso Pai Verdadeiro, o salão dourado, aqui nós estamos em cima do salão dourado. Daqui pra cima é Astral. De uma polegada pra cima do mundo é Astral. Vamos tocar pro rumo de cima, que só quem vive lá em cima vê, de lá ele clareia tudo...

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